sexta-feira, 29 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Ata de 16 de Maio
A RODA DA VIDA
Alam
A vida anda em círculos onde tudo se repete,
O que acontece agora já ocorreu outro dia,
É assim no universo. Por que não na Confraria?
E só resta ao Escriba fazer o que lhe compete.
Observar tudo aquilo que parece novidade
E fazer o seu registro para a posteridade.
Som alto tocando pagode e música sertaneja.
Ismaestro Ligeirinho mexendo no seu “banjolim”.
Começar tocando choro, deixando o samba pro fim.
Gente chegando, bebendo e não pagando a cerveja.
E o companheiro Poeta começando, novamente,
A tocar seu tamborim dormindo profundamente.
sábado, 16 de maio de 2009
Ata de 9 de Maio
OSSOS DO OFÍCIO
Alam
Para comer, feijão branco repleto de frutos do mar
Preparado pelo pai, que está comunicando
O fato de ser menina quem, em breve, está chegando,
E, junto com os confrades, resolveu comemorar.
Já escuta choro e samba, bem antes do nascimento.
Não demora, está na roda tocando algum instrumento.
Roda essa que se forma, já faz um punhado de anos,
Sem que haja compromisso, sem que haja obrigação,
Onde o que importa é a música, e evita-se discussões,
Apesar de, algumas vezes, frustrarem-se nossos planos.
Não podemos evitar, quando a vida nos enseja,
De fazer o “test drive” de cachaça e de cerveja.
sábado, 9 de maio de 2009
Ata de 2 de Maio
O SANTO GUERREIRO
Alam
Quem canta e toca sozinho tem toda a liberdade
De fazer o que quiser com a voz e o instrumento,
Alterar a melodia, a divisão, o andamento,
Ser artista, inventando a bossa que tiver vontade.
Mas quando estiver em grupo, em atenção aos companheiros,
Não pode sair cantando como se faz no chuveiro.
Recebemos, com alegria, de volta ao nosso convívio,
Após longa temporada em que esteve afastado,
Um companheiro que chega bastante aliviado
Por não mais ser obrigado a viver em um presídio.
Não fiquem pensando mal desse nosso companheiro,
Ele estava no presídio porque era carcereiro.
sábado, 2 de maio de 2009
Ata de 25 de Abril
PRÉ-VESTIBULAR
Alam
Entrar para a Confraria não é nada complicado.
Tendo sido apresentado, ou vindo de curioso,
Só precisa chegar bem, não se mostrar espaçoso,
Que, para participar, logo será convidado.
Não sabe o que é chegar bem? É só por as mãos à obra
Lembrando a primeira visita que fez à futura sogra.
Não se discute política, futebol e religião.
Fuma-se bem longe da mesa, com isso não há complacência.
Quantas cervejas pagar, é questão de consciência.
Nenhum instrumento é ligado. A gaita é exceção.
No mais, é beber cachaça, cerveja, falar besteira
E, se tiver que morrer, esperar segunda-feira.
sábado, 25 de abril de 2009
Ata de 18 de Abril
A TABUADA
Alam
Multiplicam-se as Atas fazendo o registro, há tempo,
Do que ocorre nos encontros desta nossa Confraria,
Mesmo quando acontece de ser um daqueles dias
Que merecem, simplesmente, cair no esquecimento.
E, talvez, pelo motivo de haver Atas reclamando,
Diminuiu o barulho causado por gente falando.
A música é uma soma de ritmo, melodia,
Afinação e harmonia para o acompanhamento.
É sempre bom praticar, um pouquinho, todo dia,
E, quando estiver tocando, permanecer sempre atento,
Porque não existe ninguém que encontre a solução
Quando o cantor, ou solista, se perde na divisão.
sábado, 18 de abril de 2009
Ata de 11 de abril
ESPECULANDO
Alam
-Você, semana passada, estava tocando caixeta,
(Eu disse, tocando caixeta), batendo na peça e na mesa.
Estava quase apagado, estava muito zureta,
A cachaça lhe pegou que foi, mesmo, uma beleza.
-Você é que está inventando história para essa gente,
Porque, semana passada, eu nem estava presente.
(A essa hora ocorria, como já é tradição,
A festa de aniversário de uma nossa companheira,
Que nos traz, todas as vezes, comidinhas de primeira.
Desta, foi uma beleza de bobó de camarão).
Caso ouvisse essa conversa que houve na Confraria,
Eu fico me perguntando, o que Alzheimer diria?
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